10 de dezembro de 2018

Crônicas na Bolha da Classe Média

"The world we live in is vastly different from the world we think we live in."
(Nassim Nicholas Taleb)

Olá meus amigos da blogosfera financeira, tudo tranquilo? Hoje eu vou abordar duas histórias reais que aconteceram recentemente muito próximo a mim. São dois casos que ilustram a Bolha da Classe Média, brilhantemente abordado pelo Corey nesta postagem. Antes de iniciar, gostaria de avisar os novatos no blog que sou servidor público estadual do alto escalão e isto que aconteceu deve ser algo mais comum do que a gente imagina.

Observação: Os nomes apresentados foram alterados para manter a privacidade, porém os valores apresentados são reais.

A realidade dos personagens relatados neste post 

1) A importância de um plano de saúde.


Eis que um casal de funcionários públicos, que trabalham no mesmo órgão: João e Maria. Estão casados, possuem dois filhos, na faixa dos 40 anos, praticam corrida de rua e possuem uma renda mensal de dar inveja a muita gente. O nosso colega João ganha R$ 16,3 K líquido por mês, enquanto Maria recebe R$ 20,8 K limpinho na sua conta todos os meses.

O casal se dedica a praticar esportes, viajam para outros estados para participar de provas de corrida, seguem a vida tranquila e nunca iriam imaginar que algo de extraordinário poderia ocorrer. Entretanto, a vida pode nos trazer algumas surpresas bastante desagradáveis.

Tudo começou com o aviso do seu plano de saúde empresarial que o contrato seria encerrado de forma unilaterial pois a empresa em recuperação judicial e não poderia cumprir com a sua parte no contrato. O casal achou estranho e não buscou uma alternativa para substituir o antigo plano.

Então de repente o nosso colega João, que aparentemente sempre teve boa saúde, sofreu um AVC em outro Estado, precisando ser internado e realizar duas cirurgias. O custo total está em torno de R$ 150 mil e o casal não dispõe de tais recursos, desta forma eles iniciaram uma vaquinha para custear o tratamento.

A pergunta que não sai da minha cabeça é: Como uma família com renda mensal líquida de R$ 37 mil não tinha plano de saúde? Como essa família não tem reservas financeiras para lidar com situações difíceis?

Bom, eu conheço o casal e fiquei bastante triste com a notícia e desde já me prontifiquei a doar para a vaquinha para que ele consiga restabelecer a sua saúde. Mas uma coisa é certa: não há como abrir mão de um plano de saúde privado, porque de uma hora para outra acidentes acontecem.

2) A competição na corrida dos ratos


A segundo história aconteceu porque iremos receber um aumento a partir de Janeiro/2019 devido ao nova remuneração dos ministros do STF, conforme eu já tinha abordado aqui. Durante conversa grupo de Whatsapp aconteceu algo mais ou menos assim:

Paula: Quando vai ser o valor líquido do salário?
Rubens: Para que já está no teto da carreira será cerca R$ 23,7 K
Claudio: Só quem tem cargo de chefia está no teto...
Paula: Ai, e nós estamos no novo teto? Nem acompanho meu contracheque.
Rubens: Um tapa na cara de todo mundo 😁😁, nem olha o contracheque 😁
Paula: Só rindo mesmo, eu duvido que tenha outro colega com custo fixo maior que o meu, não tenho tempo pra nada ultimamente, nem pra ver contracheque...
Cláudio: Sei não hein, tirando as viagens, acho que as minhas despesas são mais altas que as suas...
Paula: Será mesmo?
Cláudio: Lá em casa são 7 pessoas, só de condomínio pago R$ 2,000,00; na conta de energia são R$ 2.100,00; plano de saúde é cerca de R$ 4.000,00 para todo mundo; meu carro é de 2011 e duvido que algum colega tenha o carro mais antigo que o meu...

Como eu convivo com estas pessoas diariamente, portanto sei que vivem de aparências. Pois acompanho pela rede social da colega Paula que vive chorando miséria sobre o seu "custos fixos", porém recentemente viajou com a família para a Disney, desfrutando de um cruzeiro no Caribe para 5 pessoas.

Observando as postagens em sua rede social, vejo o quanto as pessoas valorizam esta exposição de causar inveja a muita gente. Eu já tive oportunidade de conversar sobre finanças com eles, principalmente porque a crise fiscal dos Estados pode nos afetar a qualquer momento, assim como já chegou nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, entre outros.

Entretanto, eles não estão dispostos a diminuir o padrão de vida atual e seguem endividados até o limite do cheque especial. Não possuem o mínimo conhecimento em educação financeira, apesar de serem pessoas relativamente esclarecidas. Se o Estado atrasar o salário em um dia, o que não é muito difícil, isto irá causar um enorme estrago em suas vidas. Além disso, estão condenados a trabalharem até os 65 anos para não diminuir o padrão de vida, continuando na corrida dos ratos.

Considerações finais


Eu não costumo relatar histórias com o grau de excelência do Seu Madruga, mas estas situações me inspiraram a compartilhar com vocês este ocorrido. Às vezes, me sinto deslocado no meio desse grupo, pois eu não consigo ter uma conversa aprofundada sobre alguns temas extra ao trabalho porque a nossa visão da realidade é bastante diferente.

O que eu mais observo aqui no ambiente de trabalho são pessoas que já passaram da idade de aposentar, entre 60 e 75 anos, que não se prepararam para parar de trabalhar porque sustentam filhos e netos que não trabalham, e ainda por cima muitos possuem a saúde debilitada. Estes casos são muito parecidos com este relato do Ministro dos Investimentos.

E qual é a solução para tudo isso? É buscar o equilíbrio entre as despesas e receitas, fazer aportes, construir patrimônio, obter renda passiva e lutar pela independência financeira. Entretanto, não se  descuidem da saúde, porque não adianta ter um bom patrimônio sem poder usufruí-lo.
Grande abraço meus amigos e até a próxima.

34 comentários:

  1. Olá AF,

    Parabéns pelo relato. Essas coisas no meio dos servidores públicos são comuns. É um absurdo uma família com um rendimento desse ficar pedido vaquinha. Sinceramente, nem sei se ajudaria.
    Onde eu trabalho há várias pessoas que estão recebendo abono permanência, mas não se aposentam porque não vai receber gratificações 100% e tem dívidas. Aqui é cheio de idosos que nem conseguem trabalhar. Só ocupam espaço.

    Você é do estado de MG?

    Abraços!

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    1. É verdade Cowboy,

      Por mais absurdo que isto possa parecer, esta é a realidade para a maioria dos servidores públicos.
      Não sou de MG, prefiro não revelar o estado.

      Grande Abraço

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    2. Eu também não sei se ajudaria Cowboy. Tem muita gente pobre que mal tem o que comer, e se é para ajudar alguém, tem mais gente precisando de ajuda, ajuda de verdade. Muitos que estão na fila do SUS e quando chegam lá ficam no chão. Esses aí ganham bem, não têm dinheiro para a cirurgia, mas só querem fazer particular. Aí fica difícil ter pena.

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  2. Histórias extremamente comuns principalmente entre servidores públicos, que vivem na ilusão da estabilidade. Mesmo entre empregados de empresas privadas não é difícil achar pessoas que vivem assim, sem pensar no amanhã.

    Ainda é exigir demais que o brasileiro tenha o mínimo de educação financeira, mas blogs como o seu, o meu, e outros (além de canais no Youtube, perfis no Instagram, etc) que falam sobre finanças, tem cumprido uma missão interessante no sentido de agregar as pessoas em um caminho mais saudável financeiramente.

    Abraço!

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    1. Esses casos não são falta de educação financeira, são falta de bom senso mesmo.
      Comentei no blog do Beto Fiscal o que acho sobre "educação financeira" e já comentei no passado.
      A maioria das pessoas que possuem boa renda e se enrolam, não o fazem por falta de educação financeira, fazem por vaidade, acomodação, ostentação entre outros, a questão vai muito além de educação financeira, até porque pra gastar menos do que se ganha em tese não é preciso muito conhecimento, mas nem isso alguns fazem.
      Quando pessoas ou famílias com renda mais limitada se endividam ou quebram é comum ouvir opiniões de que faltou educação, conhecimento etc. Mas e quando são pessoas bem formadas e informadas?
      Tudo são escolhas.

      Os mais humildes sim tem que obrigatoriamente ser disciplinados para não quebrar e sofrem com a limitação de seus orçamentos, nesse caso é mais fácil entender o porque de alguns se endividarem, embora isso também seja ruim.

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    2. Concordo com o Anônimo acima Senhor Ministro,

      É tudo uma questão de escolha, vaidade e ego elevado. Apesar da educação financeira estar inserido nos curriculos escolares, o foco é totalmente errado. mais detalhes em http://www.aposenteaos40.org/2018/04/como-nova-base-curricular-comum-coloca.html

      Eu acho que a blogosfera tem um papel importante em mostrar pessoas comuns com o "skin in the game", de forma a alcançar os objetivos financeiros, mas o nosso alcance é muito baixo. A grande maioria das pessoas são imediatistas e não possuem o mindset adequado pra se livrar das dívidas.

      Grande Abraço

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  3. Sou servidor público estadual de baixo escalao (ganho uns 3,5 a 4k) e vejo tudo isso no meu serviço. Uma servidora que fez redução de estomago. Deve ganhar uns 7k. Se brincar nunca poupou na vida, n fez uma RE. Agora deu uma complicação na saúde dela e o plano n cobre. Fizeram uma vaquinha para que fosse arrecadado 8k para a cirurgia.

    Outro caso é de um servidor da minha sala. Ganha uns 3,5k...vai casar, financiou um ape (deu 12k do FGTS de entrada), fez emprestimo consignado para continuar pagar o financiamento do carro. Este mês ainda n recebemos o salario de novembro. Como tenho RE e uma renda passiva de R$ 400,00 nos FII isto tem me salvado, agora imagina ele que n tinha nem dinheiro para participar da confraternizacao do trabalho?, a noiva tb é funcionaria publica e ganha uns 2k. Nenhum dos 2 aportam.

    São vários casos no funcionalismo. Um outro que torra toda a grana com saídas, não templano de saúde e vive somente o dia de hj.

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    1. Parabéns pelo fato de você continuar a investir mesmo com o parcelamento do salário.

      Se você puder relatar histórias de como os seus colegas estão se virando com essa situação. Se isto acontecer por aqui eu vou ver gente ficando louco e sem preparo nenhum para lidar com essa situação.

      Desejo muito sucesso a você. grande abraço

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  4. Contou foi muito bem as histórias, Apostador! Relatos interessantes de situações comuns no meio do funcionalismo infelizmente.

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    1. Obrigado pela visita Finanças e Pensamentos,

      Estas históricas servem para nos inspirara a buscar nossos objetivos.

      Grande Abraço.

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  5. Sou funcionária publica e vejo isso no meu trabalho, acho que e muito comum. Minha gilha faz 8 ano e teve a materia de educacao financeira e emprendorismo na escola (particular), achei muito inetressante , tais materias passaram a fazer parte em todas as series, devia ter em todas as escolas, pelo menos noções.

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    1. Olá Anonima, obrigado pela visita,

      Espero que a próxima geração possa buscar informação de qualidade e tomar decisões mais acertadas. Se o país entrar em um ciclo consistente de juros baixos na renda fixa, a busca por maiores rentabilidades na renda variável.

      Uma população com 200 milhoes e 700 mil cpfs cadastrados na B3 é umagrande distorção.

      Grande abraço.

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  6. Relatos interessantes, Aportador (com menção honrosa à citação de Taleb no início!).

    Essa questão do funcionário público é muito grave. É uma crença desmedida na estabilidade, na certeza de que tudo vai dar certo até a aposentadoria. Mas, em momentos de crise, talvez o funcionário público seja até mais frágil do que o da iniciativa privada, pois aquele quase nunca tem poder de negociação individual. O funcionário da iniciativa privada, dependendo do seu próprio desempenho, ainda pode negociar jornada de trabalho & salários.

    Abraço

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    1. Olá frugalidade hacker,

      A frase do Taleb mostra que algumas pessoas vivem em uma realidade bem diferente do que pensam que vive.
      Eu acredito que a tendência é igualar a carreira do servidor público com o trabalhador da iniciativa privada. A sociedade não aguenta mais esse excesso de privilégios.

      O funcionário público sabe antes de entrar carreira como é o plano de cargos e salários, ele aceita se quiser. No meu caso especificamente, eu acho uma lei muito acima da média. Pena que não posso revelar por causa do anonimato

      Grande abraço

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  7. Isso vai se agravar, a terceirização vai eliminar cargos públicos, os governos irao verificar que é mais barato assim, então novas leis irão acabar com funcionalismo publicos.
    E na iniciativa privada o mesmo acontecera em poucos anos a exemplo do empobrecimento na Espanha e em outros países que adotaram esse maldito sistema de trabalho sem proteção aos que trabalham....
    O fim da estabilidade pública também.

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    1. Olá Helder Carrasco,

      Há algumas carreiras de estado que possuem competências privativas e não serão terceirizadas. Será que um auditor da receita federal ou um procurador da república será terceirizado?
      O fim da estabilidade é para equiparar as regras do setor privado. Acredito que o fim da estabilidade irá aumentar a produtividade

      É a minha opinião. Grande abraço

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  8. Acho essas histórias incríveis!
    A gente que já se convenceu da necessidade de cortar custos, que custo fixo é diferente de gastos com lazer, que reserva de emergência é uma obrigação, principalmente pra quem ganha bem, fica chocado com a falta de planejamento financeiro das pessoas!
    É muito comodismo né? Acho engraçado que as pessoas reclamam da vida, do trabalho, dos custos mas não fazem nada pra mudar! Aceitam que a vida é assim e ponto.
    Deveria ser tão óbvio né?
    https://sempresabado.wordpress.com

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    1. Pois é, por mais óbvio que pareça muitas pessoas não aprendem o básico.
      Eu espero que estes relatos cheguem a maior quantidade de pessoas possíveis

      Grande abraço

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  9. Excelente relato! Retrata exatamente o que vemos por aí, pessoas que vivem de status e, apesar de receberem relativamente bem em relação a maioria da população, não se preparam para a mínima adversidade.

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    1. Com certeza Amigo Rico,

      Venderam a ilusão de que o "Estado provedor" irá cuidar da vida de todos a qualquer custo, porém atualmente a situação está bem diferente.

      Grande abraço

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  10. É incrível como isso parece ser a regra em praticamente todos os meios que conheço. Viver de aparências é o padrão...

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    1. É verdade Windson,

      O pior é que no meio que eu vivo, por ser mais discreto e viver um padrão de vida abaixo dos demais colegas, acabam achando estranho.
      Eu naturalmente acabo me afastando dessas pessoas que valorizam as aparencias.

      Obrigado pela visita, abraço.

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  11. AF boa tarde, muito bom texto. Não tem muito haver com esse tópico, mas por causa de um gráfico interativo que vi em outro blog da finansfera, futucando o código-fonte, cheguei a planilha utilizada, da planilha ao jsfiddle que por vez até o autor do javascript e finalmente pelo autor cheguei ao blog.

    Assim que possível colocarei a leitura dos temas desse blog em dia. Novamente, obrigado pela contribuição, desconhecia essas libs.

    Att,
    https://goblinvestidor.blogspot.com/

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    1. Olá Goblinvestidor, que bom que gostou da planilha.

      Estou ultimamente meio distante do blog, mas faço as atualizações na medida do possível.

      Obrigado pela visita, abraço.

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  12. trabalho em empresa privada. meu chefe ganha R$ 35k mês e vive no cheque especial. ele está com quase 60 anos e morre de medo de perder emprego. Isso é bem normal na sociedade brasileira. As pessoas querem aproveitar o agora e esquecem do futuro.

    abs e bons investimentos

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    1. Caramba Kspov, eu imaginava que isso era exclusividade dos servidores públicos porque possuem estabilidade.

      Esse seu chefe deve ser uma exceção a regra, porque a empresa deverá gastar uma grana para demiti-lo e pagar a multa do FGTS.

      Infelizmente, a maioria dos brasileiros são escravos de suas escolhas. Independente do dinheiro, acredito que devemos buscar a liberdade em todos os sentidos da vida.

      Obrigado pela visita, grande abraço

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    2. Realmente, dependendo da idade e do tempo de casa, tem até proteções em convenções coletivas que impede a demissão, sem falar o custo que seria muito elevado. Sai mais barato deixar o funcionário lá.

      Mas, aportador, essa situação no mercado privado tem, e muito, mesmo que sem estabilidade, sem garantia alguma!

      Vejo pessoas totalmente endividadas, pedindo adiantamento de 13º e férias e no dia seguinte aparecem de Hilux financiada em 72 meses!

      Aqui você concluiu com maestria e assino embaixo:
      "Infelizmente, a maioria dos brasileiros são escravos de suas escolhas. Independente do dinheiro, acredito que devemos buscar a liberdade em todos os sentidos da vida."

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  13. Essas postagens de histórias ou vivências são minhas favoritas na blogosfera.
    Gosto de ler os deslizes da sociedade para conseguir manter o foco e a percepção de "estou no caminho certo", "os sacrifícios são válidos".

    Olha a situação narrada! 2000 de condomínio, 2000 de energia!!!
    Pessoas com rendas de 20k+ e não conseguem guardar nada, absurdo isso.

    Viver de aparência é, realmente, complicado. A pessoa acostuma com o vinho, depois voltar para a água... não é fácil.

    A parte do pessoal de 60-75 anos é desesperadora, mas uma realidade. Não consigo sequer me imaginar nesse cenário.


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    1. Olá Investidor Precoce,

      Tem cada história das pessoas lá do trabalho com 60-75 anos que é incrível.
      Eu reflito sobre a situação dessas pessoas tão proximas a mim e vejo que estou no caminho certo. A nossa tranquilidade não tem preço, porque se algo de ruim acontecer teremos meios de dar a volta por cima.

      A situação fiscal dos Estados está de mal a pior, e ainda por cima poucos ainda tem capacidade de pagar as dívidas contraídas.
      Todo cuidado é pouco.

      Grande abraço

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