19 de janeiro de 2018

Proventos x Custos em 2017

“Invest in love to earn dividends of happiness.” 
(Debasish Mridha)

Olá meus amigos da blogosfera financeira, tudo bem? Semestralmente eu costumo relatar o total de proventos e o total de custos da carteira, se você não acompanhou o último relato clique aqui. Esta alta recente da bolsa brasileira definitivamente não me deixa animado, pois o yield dos ativos diminui e consequentemente diminui o retorno da carteira de renda no longo prazo.

Durante o ano de 2017, o total de proventos recebidos foi de R$ 5.913,79 enquanto que os custos do período foram de R$ 1.620,44 conforme podemos observar na figura abaixo:
Proventos x Custos 2017
Podemos observar que houve um aumento nos proventos nos meses de Março, Agosto e Dezembro. Com relação as despesas, houve um pico em Maio do ano passado devido ao custo não recorrente da migração da corretora Drivewealth para a TD Ameritrade no valor de R$ 320,00.

Custos da Carteira em 2017

Custos da Carteira em 2017
Novamente a maior parte dos custos é proveniente dos investimentos no exterior:
  • Com a mudança para TD Ameritrade não terei mais custos com corretagem.
  • Faço poucas remessas através do Remessa Online utilizando cupons de desconto.
  • Estou utilizando a corretora Socopa para ações e FIIs.

Proventos da Carteira em 2017

Proventos da Carteira em 2017
Apesar da alocação menor em FIIs do que em Ações (apenas 13% em FIIs e 18% em Ações), os proventos pagos por cada classe de ativo ficaram praticamente equivalentes.

Houve um aumento na participação dos proventos oriundos do exterior proporcionais a alocação total na carteira.

Conclusão

Desta forma, o Indice Custo/Proventos ficou em 26,56%, ou seja, muito abaixo do 47,42% obtida no primeiro semestre de 2017. Para diminuir este índice é necessário aumentar a alocação em FIIs e Ações pagadoras de dividendos durante 2018, reinvestindo todos os proventos.
 
Em 2017, houve duas mudanças na carteira de ações: saiu (BVMF:BRFS3) e entrou (BVMF:MDIA3) e saiu (BVMF:ESTC3) e entrou (BVMF:MPLU3). A primeira começou a ter prejuízos e consequentemente não iria gerar retorno aos acionistas; enquanto a segunda é forte geradora de caixa com um yield estimado em 8%.  Outra empresa que entrou na carteira foi a (BVMF:EGIE3) que está bem precificada e gera um bom yield.

Outra métrica interessante é o Dividend Yield on Cost, ou seja, o valor dos proventos pagos no ano dividido pelo custo de aquisição dos ativos da carteira de renda variável (Ações, FIIs e ETFs no Exterior) é atualmente cerca de 4,20%. Parece pouco, mas se for analisar pelo crescimento exponencial dos juros compostos, tenho a expectativa que com o passar dos anos este valor irá aumentar.
 
Cabe ressaltar que eu não contabilizo a restituição de IR recebida em 2017 no valor de R$ 4.200,00, apesar de ter uma estratégia ativa com o PGBL. Através desta estratégia, terei uma restituição do IR acima de R$ 9K neste ano, mesmo não utilizando o limite de abatimento de 12% da renda bruta tributável.

Em relação ao ano de 2016, houve um crescimento de 330% na renda passiva. Portanto, eu sigo o planejamento em busca de renda através dos proventos, diminuindo os custos, com possíveis mudanças na carteira em 2018 para alcançar estes objetivos. Além disso, pretendo rentabilizar um pouco mais a carteira utilizando venda coberta com opções.

Até a próxima prezados leitores, grande abraço.

8 comentários:

  1. Bons proventos, excelente crescimento da renda passiva.

    Abraço e bons investimentos

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    1. Obrigado pela força DIL,

      Espero manter este blogpor longos anos e por isso registro o aumento anual da renda passiva. Ainda estou no terceiro ano da minha caminhada, mas o poder dos juros compostos já começam a fazer efeito.

      Grande abraço e bons investimentos

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  2. Interessante este acompanhamento de dividendos x custos. Muitos investidores negligenciam os custos e nem percebem que suas finanças estão sendo drenadas para corretoras e outros intermediários financeiros. Muito bom!!! Abraços.

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    1. Sem dúvida Investidor de Risco,

      Todo ano devemos fazer a declaração do Imposto de Renda e informar as açõoes pelo custo que aquisição. Desta forma, nada mais coerente analisar os proventos recebidos em função do custo de aquisição.

      Eu gostaria de montar hedges ativos como os fundos fazem, mas isto iria gerar um custo adicional que não estou disposto a pagar na gestão da minha carteira.

      Obrigado pela visita, grande abraço.

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  3. Muito bom, Aportador! O interessante é que o aumento do capital começa a cada vez mais gerar uma relação menor dos custos! Uma exponencial negativa! :)

    Legal que está gostando da Remessa Online! Estou usando para Adsense e não tenho reclamações com ela. Para seus leitores, informo que, se cadastrarem com o cupom nesse meu artigo, recebem um desconto no primeiro spread.

    http://www.viagemlenta.com/2017/10/como-usar-remessa-online-para-receber-o-pagamento-do-google-adsense.html

    Abração!

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    1. Isso mesmo André,

      Nunca podemos nos descuidar dos custos da carteira. Eu espero que cada vez mais o yield on cost aumente.

      Eu estou bastante satisfeito com o serviço da Remessa Online e na última remessa eu usei o cupom 'viagemlenta' e obtive um excelente desconto.

      Grande abraço.

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  4. Fala Aportador! Só passando aqui para dizer que renegociei a parceria com a Remessa Online e agora o desconto com o voucher é perpétuo. Vc pode usar quantas vezes quiser. Só precisa estar cadastrado no sistema através do link do blog.

    Para facilitar, coloco aqui novamente o link da postagem que explica como usá-los, seja para o Adsense, ou remessas ao exterior e conversão de moedas estrangeiras: http://www.viagemlenta.com/2017/10/como-usar-remessa-online-para-receber-o-pagamento-do-google-adsense.html

    Abraço!

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