13 de julho de 2018

Proventos x Custos - 1º Semestre 2018

“A stock dividend is something tangible — it’s not an earnings projection; it’s something solid, in hand. A stock dividend is a true return on the investment. Everything else is hope and speculation.” 
(Richard Russell)

Olá meus amigos da blogosfera financeira, tudo bem? Como vocês sabem a cada semestre eu divulgo a evolução dos proventos x custos da carteira, se você não acompanhou a análise anterior clique aqui. Se você decidir investir no exterior, é interessante analisar todosos cust os envolvidos, para que pelo menos parte da carteira seja capaz de superar os custos.

Neste primeiro semestre de 2018, o total de proventos foi de R$ 6.375,50 enquanto que os custos no período foram de R$ 729,43 conforme a figura abaixo:
Proventos x Custos 1º Semestre 2018
Até a metade deste ano, já foram superados todos os proventos recebidos durante todo o ano passado (R$ 5.913,79). Além disso, isto representa um crescimento de  273% em relação ao primeiro semestre de 2017. Este crescimento é causado principalemnte pelos aportes crescentes, bem como o reinvestimento dos proventos.

Como você pode ter observado no Aporte de Março/2018, o reinvestimento dos proventos foi cerca de R$ 1.724,00. Quando eu vejo as ações caindo eu penso em comprar mais, principalmente quando eu vejo estes números. Em relação aos custos, este foram maiores em Janeiro/2018 devido ao pagamento da taxa de custódia do Tesouro Direto, além da única remessa feita ao exterior no início do ano.

 Custos da Carteira em 1º Semestre 2018

Custos da Carteira 1º Semestre 2018
Apesar de ter feito apenas uma remessa para o exterior no início do ano, cerca de 37% dos custos estão relacionados aos investimentos no exterior. O restante dos custos estão relacionados as mudanças da carteira de ações, onde sairam BVMF:UGPA3, BVMF:CIEL3, BVMF:ABEV3 e entraram BVMF:FLRY3, BVMF:SAPR11, BVMF:TUPY3, BVMF:B3SA3, BVMF:VIVT3.

Gostaria de fazer uma observação sobre o IR sobre os dividendos no exterior:
  • Apesar de ser tributado em 30% sobre os dividendos no exterior por ser Non-Resident Alien, eu consigo ser ressarcido sobre 27,5% com o uso do estratégia ideal com PGBL
  • Vamos exemplificar: Em 2017 recebi R$ 626,83 em dividendos no exterior, onde foi pago R$ 187,86 (cerca de 30%) de IR. Deste monstante, apenas R$ 172,38 (cerca de 27,5%) foi considerado renda tributável. 
  • Cálculo Imposto de Renda utilizando o imposto pago no exterior.
  • Com o resgate/reinvestimento no PGBL, eu consigo diminuir a base de cálculo do imposto, conforme a figura acima. Como vocês podem observar, o imposto pago no exterior volta como restituição do imposto  de renda. Na minha declaração, a restituição foi de R$ 9.669,94 (70.997,23 - 61.327,79).

Proventos da Carteira em 1º Semestre 2018

Em relação ao proventos, a maior parte foi gerada pelas ações pois possuem uma alocação maior na carteira e permitem um maior cresimento dos proventos do que os FIIs no longo prazo. Apesar de não ter feito muitos aportes no carteira de ETFs no Exterior, o percentual de proventos continuou em torno de 5% devido a alta no dolar no semestre.
Proventos 1º Semestre 2018

Conclusão

Desta forma, o Indice Custo/Proventos está em 11,44%, ou seja, abaixo dos 15% definido como meta para o início do ano. Para manter este índice é necessário priorizar a alocação em FIIs e Ações pagadoras de dividendos no segundo semestre. Entretanto, este índice irá aumentar pois pretendo fazer mais remesas ao exterior neste segundo semestre.

Outra métrica interessante é o Dividend Yield on Market Cap, ou seja, o valor dos proventos pagos nos ultimos 12 meses dividido pelo valor de mercado da carteira de renda variável (Ações, FIIs e ETFs no Exterior) é atualmente cerca de 4,23%. Parece pouco, mas se for analisar pelo crescimento exponencial dos juros compostos, tenho a expectativa que com o passar dos anos este valor irá aumentar.

Estas métricas servem para direcionar os aportes no segundo semestre para alcançar as metas estabelecidas no início do ano. No final de 2018, calcularei novamente estes índices com o intuito de diminuir os custos e aumentar os proventos de forma consistente.

Até a próxima, grande abraço.

7 comentários:

  1. Mandando ver hein. Muito bom. Abcs

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    1. Olá AA40, obrigado pela visita.

      A trajetória é essa mesmo, aos poucos a “bola de neve” vai crescendo.

      Grande Abraço

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  2. Oi

    Em que PGBL você investe? Como estão os custos (TX. Adm) e rentabilidade dele?

    Estou no mix de fundos da Icatu há alguns meses, mas a parte de renda variável dele está meio fraca.

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    1. Olá Anônimo, obrigado pela visita

      Eu possuo cotas de 2 fundos :
      - 60% no CA Indosuez Crédito Privado , com 0,80% de taxa de administração, com desempenho nos últimos 36 meses de 100% do CDI (http://infofundos.com.br/lamina/fundo/34695)
      - 40% no Verde Icatu AM Previdência com 2,0% de taxa de administração, com desempenho nos últimos 24 meses acima do CDI (http://infofundos.com.br/lamina/fundo/34520)

      Atualmente estou alocando parte da carteira de renda fixa no Alaska Icatu 70 Previdenciario (http://infofundos.com.br/lamina/fundo/39253) com taxa de administração de 1,5% e com a gestão do Alaska. Sugiro você assitir a entrevista com o gestor Henrique Bredda (https://youtu.be/P0dTxei_fcI) para entender o racional do fundo.

      Eu me preocupo mais com a gestão do fundo do que propriamente a taxa de administração. Se eu possuo a possibilidade de abater até 12% da minha renda bruta tributável (incluindo o IR dos dividendos recebidos no exterior), é mais importante estar alinhado com um gestor competente focado no longo prazo que as oscilações de curto prazo.

      Grande Abraço

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    2. O mix Icatu que invisto é esse daqui: https://www.mixdefundos.com.br/

      Ele inclui o Alaska e o Verde também. Gosto de alguns dos fundos que estão lá, mas ainda não tenho segurança em relação a outros, como o SPX.

      Enfim, sigo essa sua estratégia também, abater 12% da renda bruta tributável. Isso é bom.

      Obrigado pelo link do vídeo, bem legal!

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  3. Olá Aportador!

    Interessante essa "concessão" da Receita: mesmo investindo lá fora, eles permitem então esse desconto? Não sabia não... Aqui eles tentam cercar vc de qualquer maneira para sugar mais impostos rsrs

    Lembro que vc tinha trocado de corretora justamente para diminuir os custos, basicamente com ETFs, era isso? Se continuasse na DriveWealth seriam ainda maiores? Eu ouço falar ainda muito mais dela do que a Ameritrade.

    Parabéns pela evolução e sucesso nos novos aportes!

    Abraço!

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    1. Olá André,

      Realmente essa estratégia de “compensar” o IR dos dividendos é bastante interessante. Eu pretendo utilizar o máximo do abatimento dos 12% da renda bruta, fazendo resgates/reinvestimento no PGBL. Isso é “free money”

      Eu mudei pra TD Ameritrade pq não pago corretagem nenhuma na compra dos ETFs, enquanto que na Drivewealth é $ 2,99 por operação. Diminuir os custos é essencial, por isso eu contabilizo os proventos x custos da carteira

      Grande abraço

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